quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Feriadão de 12 de Outubro



Feriado de 12 de outubro o GMSE teve o prazer de receber amigos da Universidade de Alagoas UFAL, uma expedição bem produtiva, e de bons conhecimentos com o professor Jorge Luiz Lopes da Silva.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Curso de Topografia de Cavernas em Paripiranga - BA

No período de 7,8 e nove de setembro tivemos Curso de topografia de cavernas com Leda Zogbi, com a participação dos grupos CT Centro da Terra de Aracaju, SE e GMSE - Grupo Mundo Subterrâneo de Espeleologia de Paripiranga – BA.

Meus agradecimentos a Leda Zogbi e a Elias Silva do CT, por todo o apoio dado ao GMSE. 
Ass:   Fernando Andrade


Mini-Curso Espeleologia em Paripiranga – BA


No período de nove e 10 de agosto o GMSE promove o Mini-Curso Espeleologia em Paripiranga – BA, tendo como palestrantes Elias Silva e Jéssica do Grupo Espeleológico Centro da Terra CT de Sergipe, abordando os assuntos 1.Introdução Histórica; 2.Espeleogênese; 3.Espeleobiologia; 4.Arqueologia e Paleontologia; 5.Espeleologia e Meio Ambiente; 6. Espeleoturismo; 7. Exploração e Segurança; E também Aula prática * Noções básicas em rapel.




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PAN Cavernas chega a Sergipe e tem apoio da Semarh



A primeira reunião para implantação em Sergipe do Plano de Ação Nacional sobre a Conservação do Patrimônio Espeleológico nas Áreas Cársticas da Bacia do Rio São Francisco (PAN-Cavernas) foi realizada na tarde desta quinta-feira, 30, no auditório da Codise, com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Com uma iniciativa do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o PAN-Cavernas visa garantir a conservação do patrimônio espeleológico da bacia do São Francisco, gerando conhecimento, incentivando o uso sustentável e reduzindo os impactos antrópicos.


De acordo com o coordenador do Cecav, Jocy Cruz, O PAN Cavernas do São Francisco abrange três áreas cársticas prioritárias, localizadas na bacia do Rio São Francisco e entorno. “Essas áreas são consideradas estratégicas para as ações de conservação e uso sustentável do patrimônio espeleológico”, afirma, enfatizando que a bacia do Velho Chico é a terceira maior do mundo e totalmente nacional, ocupando 8% do território brasileiro.



“O significativo número de cavernas, as expressivas paisagens cársticas (caracterizadas pela corrosão das rochas), as riquezas minerais, os recursos hídricos e os aspectos históricos, pré-históricos e culturais relacionados às cavernas, além da diversidade de fauna e flora, fizeram com que o Cecav elaborasse um Plano de Ação Nacional dedicado à conservação da região”, explicou.

“O Plano de Ação Nacional teve seu recorte por bacia hidrográfica, para tratar não somente o ambiente cavernícola propriamente dito, como também, a área de influência das cavernas, que inclui uma série de relações ambientais, sociais, culturais e econômicas”, destaca ainda o coordenador do Cecav/ICMBio.

Segundo o secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes, o Governo de Sergipe tem sido um aliado das iniciativas ambientais do Governo Federal com relações as questões ambientais. “E esta é mais uma interação nossa, a qual estaremos canalizando esforços para desenvolver ações que venham proteger as cavidades no nosso Estado”, salientou Genival.

As reuniões do PAN Cavernas já ocorreram em Brasília, Salvador e Belo Horizonte, acontecendo em Sergipe a quarta reunião. Para o secretário, que recebeu das mãos do coordenador do PAN Cavernas um livro contendo os 14 objetivos e as 136 ações a serem desenvolvidas, o conhecimento e a divulgação sobre a importância do ecossistema das cavernas é uma grande iniciativa do ICMBio.

Quantidade de cavernas

Levantamento feito pelo Cecav/ICMBio em novembro de 2011 apontou a existência de 4.318 cavernas e 307 áreas protegidas (69 federais, 89 distritais, 85 estaduais e 64 municipais), na região da bacia do São Francisco. Após cruzarem os dados geoespaciais, os técnicos verificaram que apenas 1.542 cavernas (35,7%) estão localizadas dentro de 51 áreas protegidas, sendo 424 cavidades em unidades de proteção integral, 1.116 em unidades de uso sustentável e 2 em terra indígena.

Em nível federal, 91% das cavernas existentes na região de abrangência do PAN se encontram dentro de unidades de conservação de categorias de uso sustentável (APA, Flona e Resex) e somente 9% em categorias de proteção integral (Parna e Esec).

Já o Estado de Sergipe tem hoje um total de 24 cavernas registradas pela Sociedade Brasileira de Espeleologia, sendo que 10  localizadas em Laranjeiras. As outras estão localizadas nos municípios de Maruim, Itabaiana, São Domingos, Simão Dias, Lagarto, Riachuelo, Divina Pastora, Japaratuba, Rosário do Catete e Macambira.

Dados da ONG Centro da Terra: Grupo Espeleológico de Sergipe, o menor Estado da federação também possui cavernas de pequenos desenvolvimentos, não ultrapassando os 250m. A sua maioria já é conhecida, a exemplo da “Toca da Raposa”, localizada no município de Simão Dias.



Segundo a bioespeleóloga, doutoranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal de Sergipe, Christiane Donato, devido à formação geológica do estado apresentar formações rochosas com grande predisposição à formação de cavidades subterrâneas (calcário, dolomito, quartizito) esse número pode ser uma subestimativa do verdadeiro potencial espeleológico.

“Poucas pessoas têm conhecimento da existência de cavernas no Estado e menos ainda sabem da importância de conservá-las. Todas as cavernas são patrimônios da União, mesmo as que estão localizadas em terreno particular e há legislação específica para sua conservação. Necessita-se de investimentos para aumentar os estudos desse mundo subterrâneo, o qual se for destruído será como um novo planeta que sumiu sem nem se quer ser conhecido”, considera a pesquisadora, enfatizando a importância do PAN Carvernas.


Christiane explica que é a fauna específica, existente nessas cavidades, que a tornam tão importantes para a conservação da biodiversidade do Estado e mesmo do Brasil. “Os poucos estudos de caverna no estado de Sergipe se intensificaram a partir da década passada, os quais são feitos a custa de muito esforço e poucos recursos financeiros. Mesmo assim já se tem dados relevantes quanto à ampliação de distribuição de espécies de vertebrados e invertebrados a partir de pesquisas científicas nas cavernas sergipanas”.



“Aranhas, morcegos, sapos, rãs, pererecas, lagartos e cobras compõem a fauna de vertebrados das cavernas do estado. Para muitos desses animais (os anfíbios principalmente) as cavernas servem de abrigo principalmente na época seca, aproveitando-se da temperatura menor e umidade maior que encontram nesses ambientes em oposição ao ambiente externo”.



Algumas cavernas também servem para nidificação de algumas aves, assim elas põem seus ovos e seus filhotes ficam alojados por um tempo nesse ambiente mais protegido. Na caverna da Gruta da Janela essa prática é feita pelo Urubu da Cabeça Preta (Coragyps atratus) e na Toca da Raposa, pela coruja rasga mortalha (Tito alba).


Turismo


As cavernas também possuem importância histórica e podem ser manejadas para o turismo ecológico e histórico, o qual tende a ser mais sustentável e a conservar melhor as características naturais das cavidades onde ocorrer.

“Em Laranjeiras temos a Gruta Pedra Furada e Gruta da Matriana. As cavernas possuem  lendas e histórias que povoam o imaginário da população do município”, conta a bioespeleóloga”, enfatizando o popularismo das cavernas sergipanas entre os moradores da região.


Participações


Além do secretário Genival Nunes, participaram da reunião deimplantação em Sergipe do Plano de Ação Nacional sobre a Conservação do Patrimônio Espeleológico nas Áreas Cársticas da Bacia do Rio São Francisco o promotor público Eduardo Matos; Luis Carlos presidente da Bacia do Rio São Francisco; Valdineide Santana, superintendente da Semarh; Paulo Maier, ICMBIO da Apa Araripe; Antonagelo Augusto, do Ibama do Estado de Pernanbuco; José Thiago, do ICMBIO da Bahia; além de integrantes do Pagea; do Grupo Espeleológico Centro da Terra de Sergipe, do  GMSE da Bahia; estudantes da UFS;  da UFRGS;  e instituições públicas e privadas, a exemplo da Fapese; Petobras, Codise, Sociedade Civil e do Ibama/Se. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Nas cavernas do Danúbio (Alemanha), as primeiras notas musicais



Fonte:  O POVO online, Blog.gpme.org.br
Nos últimos anos, arqueólogos descobriram no sudoeste alemão os primeiros resquícios de arte e música deixados pelos humanos modernos que migraram da África para a Europa. Agora, novos estudos revelam que os mais antigos instrumentos musicais do mundo —flautas feitas de ossos de aves e marfim de mamute— são  mais velhos do que se pensava.
A equipe de Thomas Higham, da Universidade de Oxford, divulgou em maio o aprimoramento dos testes de radiocarbono, o que permitiu datar os ossos das flautas em 42 a 43 mil anos. A idade coincide com a época em que os primeiros humanos de anatomia moderna se espalhavam pela Europa Central, presumivelmente ao longo do vale do Danúbio.
Os testes anteriores apontavam uma idade de 35 mil anos para as flautas, assim como outros artefatos encontrados em cavernas perto de Ulm (Alemanha) e nas cabeceiras do Danúbio, como  estatuetas de marfim de mulheres voluptuosas. A flauta de osso mais bem preservada, com cinco furos para os dedos, foi recolhida na caverna de Hohle Fels. A nova análise com radiocarbono se baseou em um  material  recolhido na caverna Geissenklösterle.
Diante dos primeiros relatos sobre a flauta de 35 mil anos, alguns acadêmicos demoraram para rever suas avaliações sobre as mudanças culturais decorrentes da chegada dos humanos modernos, que substituiriam os neandertais nativos, 30 mil anos atrás. Isso porque datações por radiocarbono anteriores a 30 mil anos podem não ser confiáveis.
No entanto, Nicholas Conard, arqueólogo da Universidade de Tübingen, na Alemanha, um dos autores do estudo, diz que as novas descobertas são “consistentes com a ampla gama de inovações vindas do Alto Danúbio”.
Após a descoberta de vários pedaços de flautas, amostras de arte figurativa e notáveis decorações nas cavernas, Conard disse que as novas datas amparam a tese de que o Danúbio foi “um importante corredor de migrações humanas e transmissões tecnológicas rumo à Europa Central entre 40 mil e 45 mil anos atrás”.
Segundo as pesquisas feitas por Higham, os ossos submetidos à datação foram enterrados nas mesmas camadas de terreno que as flautas da caverna de Geissenklösterle. Eles foram tratados contra contaminações por uma ultrafiltração avançada.
Os resultados, escreveram os pesquisadores, “implicam que as datas anteriores se deveram a uma descontaminação insuficiente do colágeno ósseo”.
Se as novas datas estiverem corretas, dizem os cientistas, os humanos modernos passaram pela região do Alto Danúbio —fazendo música— antes da Era do Gelo, há 39 mil anos.
Na cronologia baseada nas datas mais recentes para as flautas, supunha-se que eles tivessem esperado o clima melhorar antes de percorrer o Danúbio.
Por JOHN NOBLE WILFORD